quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Apresentação




Amigo leitor (a), a atenção especial que é dada a esta obra BLOG; AS DEZ PRAGAS DO EGITO, não é outra senão a de reproduzir parte dos livros do Pentateuco a começar pelo livro de (ÊXODO), onde o autor do mesmo, procura salientar sem snobismos, o Deus da história da humanidade.
Não pretendo aqui esgotar o assunto em pauta existente no texto: e sim tecer aqui, uma relação intrigante entre o texto bíblico e a pessoa do leitor. Digo a você: Aprofunde seu conhecimento na Biblia.
A cada dia o povo descobre o tesouro dos Livros Sagrados e, progressivamente, vai tomando conciênçia da relação que existe entre Bíblia e vida. Além disso, as pessoas que estudam a Biblia, deveriam se concientizar de que a Biblia não deve ser interpretada ao pé-da-letra e, nem tão pouco, tirar ou acrescentar-lhe palavras e ideias, aliás, a Bíblia não deve ser torturada, e nem sofrer nenhuma forma de mutilação; e nem feita refém para que ela diga o que alguém pretende que ela diga.

ANTECEDENTES HISTÓRICOS
Acreditar em fatos biblicos que marcaram épocas; conhecer a história das antigas civilizações não é apenas questão de cultura, e principalmente, é dado necessário para se conhecer e avaliar a qualidade do melhor conhecimento que é o conhecimento de Deus, algo que só pode ser adquirido através da leitura inteligente das Sagradas Escrituras.
Podemos dizer que hoje, o povo cristão percebe cada vez mais a Bíblia. A Palavra de Deus se torna, assim, verdadeira "lâmpada para os pés, e luz para o caminho" conforme (Sl-119, 105)
Bíblia é fonte inesgotável e sem fim é também nossa sede.

DOXOLOGIA
"Sim Senhor! De todos os modos engrandeceste e tornaste glorioso o Teu povo. Nunca, em nenhum lugar , deixaste de olhar por ele e de o socorrer". (Sb-19, 22)



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Introdução



O EXÔDO; E O SURGIMENTO DO POVO DE DEUS 
Com a morte de José e seus irmãos assim como toda essa geração, termina a história de uma família e começa a história de um povo, conforme a promessa de Deus registrada em (Gn-46, 3).
Isto ocorreu com Israel, pelo fato, do Patriarca Jacó ter escolhido para morar o país do Egito, Jacó levou para o Egito, seus filhos cada qual com sua familia. Os descendentes de Jacó eram ao todo setenta pessoas.
Os filhos de Israel se tornaram fecundos e se multiplicavam; tornaram-se cada vez mais numerosos e poderosos, a tal ponto que o país ficou repleto deles.
Nesse interim, subiu ao trono do Egito um novo rei que não tinha conhecido José. Ele disse  ao povo e aos seus ministros: Israel ta se tornando mais numeroso e poderoso do que nós. Vamos vençê-los com astúcia para impedir que eles se multipliquem ; do contrário, em caso de guerra, eles se aliarão com o inimigo, nos atacarão e depois sairão do país. Os mandantes egípicios, impuseram sobre Israel capatazes, que os exploravam em trabalhos forçados e assim construiram para o Faraó as cidades fortificadas e, com seus tesouros.


Pedagogia no Deserto

APÊNDICE
Alguém poderia questionar: por que o povo hebreu permaneceu no deserto por 40 anos?
Penso que a melhor resposta vem depois da leitura do livro dos Números que narra esta epopeia do povo de Deus a travessia do deserto rumo a terra prometida.

PARAFRASEANDO
Geograficamente falando, uma distância em torno de 220/km separava o Egito da terra de Canaã Sendo que, 11 dias de caminhada,  era o bastante para o povo hebreu  chegar na terra prometida. 
Dá impressão de que aquele povo tinha memória curta. Será que Moisés ao conduzir a fuga do povo hebreu esqueceu-se de pesquisar sobre o caminho que dava acesso a terra de Canaã ou isto foi um acidente de percurso digamos assim; ou será que Javé equivocou-se? Nada disso!

ÊXODO 13:17-18  DECLARA:
“Quando o Faraó deixou sair o povo, Deus não o guiou pela rota da terra dos filisteus, embora este fosse o caminho mais curto, pois disse: ‘Se eles se defrontarem com a guerra, talvez se arrependam e voltem para o Egito’. Assim, o Senhor fez o povo dar a volta pelo deserto, seguindo o caminho que leva ao mar Vermelho.

REFORÇANDO:
“O Texto Sagrado, do livro de (Is-40, 12), afirma que todas as coisas estão sob o conhecimento onisciente de Deus e, que Ele mediu numa vasilha a superfície da Terra; a água do mar com a concha da Sua mão; e pesou as montanhas do mundo numa balança, e as colinas e os abismos em pratos”. 

EMPURRANDO COM A BARRIGA
Amigo leitor (a). Você já teve a sensação que algo que é relativamente fácil às vezes demora a acontecer? Já percebeu que, em nossas vidas, há coisas que sabemos que devemos fazer, mas acabamos por empurrar com a barriga em quase todas as situações? Determinamos que algo é necessário, sabemos que será o melhor para nós, mas simplesmente não fazemos e o tempo vai passando. Podem ser coisas simples como uma dieta ou o início de um programa de exercícios físicos. Pode ser algo mais sério como a resolução de um problema, um conflito ou o acertar de nossas contas espirituais com Deus por meio de devoção e disciplina. Simplesmente vamos ficando onde estamos e o tempo vai passando e, caímos na cantiga do curiango que, ao grasnar, emite um som enfadonho que diz mais ou menos assim: amanhã eu vou... amanhã eu vou; e nunca vai? É o chamado cântico do marasmo.

PEDAGOGIA NO DESERTO
O deserto foi o tempo da grande disciplina e pedagogia para o povo hebreu. Não basta estar livre; é preciso aprender a viver a liberdade e conquistá-la continuamente para não voltar a ser escravo outra vez. No deserto Israel teve que superar muitas tentações: acomodações, desânimo, vontade de voltar para trás desconfiança de Javé e dos lideres, imprudência etc. Foi no confronto com essas situações que Israel descobriu o que significa ser livre para construir uma sociedade justa e fraterna alicerçada na liberdade  e voltada para a vida. 
Foram precisos 40 anos de caminhada no deserto, crianças nascendo e velhos morrendo, para mostrar que Deus é muito paciente para ensinar seus filhos e nós somos muito apressados para nos equivocar, reclamar, reclamar e reclamar. É extraordinária a mente humana. A essas alturas os hebreus já haviam esquecido-se das jornadas de trabalho forçado, das torturas e espancamentos, do verdadeiro genocídio que tinham sofrido. Viviam chorando pelo passado, paralisados pela recordação.
Deus cedeu a muitas reclamações, mandou maná, um pão de mel bom de mais da conta, mandou água potável, mandou codornas para os esfomeados  e aloprados consumidores de carne. 

"TRIGO E JOIO"
O propósito de Deus era ensinar! Ensinar que nem sempre devemos seguir a maioria e, é preciso ser diferente e saber agradecer. Ser diferente é difícil, por isto de todo aquele povo, apenas duas pessoas pisaram na Terra Prometida, Josué e Calebe.
O zig-zag no deserto foi uma estratégia criada por Deus para separar “o fiel do infiel”. Dentre todos os que saíram do Egito estavam muitos escravos e gerações e mais gerações que não conheciam a história de José, que certa vez, fizera a diferença naquela terra – representando o Deus Altíssimo. 
Deus abriu o Mar Vermelho e durante o deserto: falou, fez comida se materializar, colocou uma nuvem para fazer sombra durante o dia e uma tocha de fogo para aquecê-los durante a noite. Mas mesmo assim, o povo só murmurava, queria deuses de estátuas para ver, tocar e adorar.

REFLEXÃO
Deixamos de progredir quando empurramos para outros a nossa responsabilidade. Queremos que outros façam por nós, que outros assumam nossos riscos, que outros lutem nossas lutas. Assim nunca avançaremos. O Senhor nunca falha na sua parte, mas nunca assume o que já nos delegou. Nossa parte é buscar a comunhão, submeter nossa mente, emoções e vontade ao seu controle e seguir sua orientação e comando. Só nós podemos fazer isso por nós. Façamos e a vitória virá.
Desertos virão e teremos que atravessá-los. Se vamos levar 11 dias ou 40 anos depende essencialmente de nós. O Senhor nos quer dar a terra prometida. Não acampemos na desolação do mundo (Egito). Os servos do Senhor herdarão a terra. Entenda de Deus qual a sua parte da herança e vamos possuí-la! Já!

A história; A politica e a Religião do Povo Hebreu



O EXODO. O SURGIMENTO DE UM POVO ESCRAVO 
Acredita-se que, originalmente, os hebreus chamavam a si mesmos de israelitas, embora esse termo tenha caído em desuso após a segunda metade do século X a.C. Os hebreus falavam uma língua semítica da família Cananéia, à qual se referiam pelo nome de “língua de Canaã” (Isaías 19:18. Esse povo, apagado pela grandeza de estados muito maiores, tecnologicamente avançados e mais importantes politicamente foi responsável, contudo, pela composição de alguns dos livros que compõem a Bíblia, obra considerada sagrada por religiões ocidentais e orientais.
Os hebreus foram um dos primeiros povos a cultuar um único Deus isto é, a professar uma religião monoteísta.
Na crença dos hebreus, o único Deus é Javé (Jeová), cuja imagem não pode ser representada em pinturas ou estátuas para evitar idolatria. Essa crença é a origem das três maiores religiões monoteísta do mundo (Nm-11,  4-5`).

UMA  ESCRAVIDÃO  DE LONGA DATA
Quem vê Israel falando assim - saudades do peixe que comíamos no Egito, dos pepinos, melões, cebolas, alhos - Parece que eles viviam no paraíso. Mas, esse mesmo povo a um tempo atrás, estava clamando a Deus para que o Senhor tirasse-os da escravidão que eles viviam naquele lugar.
O escravo não tem vontade própria, Israel quando escravo vivia sob o domínio egípcio, eram explorados, castigados, humilhados... E agora estavam com saudades do Egito (tempo de escravidão)?
Contudo, quanto mais oprimiam o povo de Israel, mais ele crescia  e se multiplicava. Os filhos de Israel começaram a se tornar um pesadelo para os egípicios e, Israel teria que amargar a vida com dura escravidão.
Aí você me diz: Nos nossos dias isto não aconteceria, a escravidão já foi abolida, certo? Errado!
Como assim? Tem muita gente que é escrava e não sabe.

A Primeira Praga do Egito. A Água se Torna em Sangue

(Ex-7, 14-24)
Uma das histórias mais espetaculares de toda a Bíblia e que chama a atenção de cristãos e não cristãos é a narrativa das 10 pragas derramadas pelo Senhor sobre o Egito, e a maneira incrível que o Êxodo aconteceu.Meus irmãos, todos conhecem as 10 pragas do Egito, quando Moisés, usado por Deus, conduziu as negociações com Faraó, no sentido de objetivar a saída dos judeus (Ex-10-1-20).

GENOCIDIO 
No inicio do livro de Êxodo assistimos um genocídio no capítulo 01 onde as águas do rio foram usadas para ceifar a vida de inocentes crianças do sexo masculino.
O contexto em apreço relata que o Faraó ordenou a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio, mas a todas as filhas guardareis com vida.
Os anos se passaram Moisés nasceu naquele tempo que um Faraó perseguia os Hebreus e oprimia ordenando a morte de seus filhos, a fim de evitar insurreição dentro do território egípcio. Deus confundiu o Faraó de tal maneira que Moisés foi adotado pela Filha de Faraó, e criado dentro dos palacios de Faraó com todas regalias e privilégios. (At. 7:21,22) 
A morte dos bebês do sexo masculino era estratégica, evitava a formação de guerreiros entre os hebreus, havendo somente meninas, os Hebreus jamais poderiam guerrear contra os egípcios para se libertar. Não é de se duvidar que algumas crianças hebreias tenha sido sacrificada a falsos deuses, embora o texto sagrado não registre.
Essa praga, como as que se seguiram, atacou os deuses egípcios, que não tiveram como se defender. O Rio Nilo era primordial para a vida egípcia (Ex-4, 9), e numerosos deuses egípcios estavam associados a esse rio, inclusive acreditava-se que os Faraós tinham controle sobre o mesmo. Javé entretanto dominou o Nilo e toda água ligada a ele. E aquilo que os egípcios consideravam como fonte de vida o Senhor o transformou num rio de sangue da morte.

A Segunda Praga do Egito. As Rãs

(Ex-7, 25). 
As rãs eram veneradas no Egito porque estavam associadas à fertilidade. Essa praga atinge a casa do Faraó; os magos realizam o mesmo prodígio. Mais uma vez, os magos pioraram a praga com sua imitação, mas são incapazes de conter os efeitos da mesma.
Cada uma dessas pragas têm um significado específico, mas quero falar hoje sobre um detalhe muito interessante que observamos na narrativa da segunda praga, a praga das rãs.
O texto diz que Deus enviou rãs sobre toda a terra do Egito. Tinha rãs nas águas, nos pastos e nas casas, aonde você imaginar, tudo estava tomado de rãs.

USE A IMAGINAÇÃO
Pense por um instante como seria acordar pela manhã e sentir o seu corpo coberto por rãs. Você sai da cama e sente um barulho “estranho” debaixo de seus pés, acabou de pisar em uma rã. Vai ao banheiro fazer sua higiene pessoal, andando na ponta dos pés desviando das rãs. Levanta a tampa do bacio e dá de cara com um monte de rãs olhando pra você. Antes de escovar os dentes, você tem a tarefa de tirar as rãs de dentro da pia. Vamos ao café. Você tira as rãs que estão sobre sua cadeira, sobre sua xícara e sobre os talheres, definitivamente, é difícil até imaginar como manter o apetite diante de uma cena dessas.
Se imaginar já é uma tarefa terrível, imagine viver uma situação dessas. Ter que conviver com bichos pegajosos e nojentos, que soltam espuma pela boca e uma gosma densa pela pele provocando um mau cheiro insuportável, é de dar ânsia em qualquer um.

A Terceira Praga do Egito. Os Piolhos

(Ex-8, 12-15).
Aqui mostra a impotência dos magos, obriga-os a reconhecer que, no momento, são incapazes de conter o processo de libertação. Nesta terceira praga, (a do piolho), assim como na sexta e na nona, Faraó não foi avisado.
Na terceira praga Arão estendeu a mão com o seu bordão e feriu o pó da terra que se tornou em piolhos que infestaram nos homens e no gado e por toda a terra do Egito. Os magos egípcios tentaram reproduzir tal feito, mas reconheceram a sua impotência e disseram: “Isto é dedo de Deus” (Êxodo 8:19). Atribuía-se ao deus Tot a criação do conhecimento, da sabedoria, da arte e da magia, mas nem mesmo esta divindade pôde ajudar os magos a imitar a terceira praga. Este foi mais um golpe contra a falsa religião do Egito.

FATOS:
Os piolhos não estão relacionados com a higiene pessoal. Podem fixar-se em qualquer tipo de couro cabeludo, esteja este mais ou menos limpo;
O comprimento do cabelo é indiferente, uma vez que o foco do contágio por piolhos é o couro cabeludo e não os cabelos;
Os piolhos não saltam, o contágio ocorre através do contacto direto entre cabeças, sendo por isso as escolas, os principais locais de contaminação devido às brincadeiras de proximidade, troca de roupas, chapéus, escovas, entre outros;
Os piolhos são incolores. Ganham tonalidade apenas depois de morderem o couro cabeludo e à medida que aumentam o seu volume.

A Quarta Praga do Egito. As Moscas.

(Ex-8, 16-28).
O Faraó terá que reconhecer: Javé está no país como aliado dos hebreus, dando forca ao projeto deles. As negociações continuam. Faraó negociou com Moisés dizendo primeiramente que os israelitas poderiam oferecer sacrifícios dentro da própria terra, depois no deserto, mas não muito distante. Moisés obriga o Faraó a ser mais concreto, e consegue contra argumentar e cobrar o prometido. Mais uma vez, a praga cessou em resposta à intercessão de Moisés.

O TRABALHAR DAS MOSCAS
As moscas são pragas que convivem diariamente em nossas vidas. As moscas são insetos – da ordem Díptera – que podem ser encontrada em todas as partes do mundo. Estas pragas possuem atividades comportamentais características tanto para a vida doméstica quanto a varejeira, estando associadas à busca do alimento e de um local propício para o desenvolvimento dos seus ovos.
A mosca doméstica, espécie mais comum em ambientes urbanos, tem uma maior atividade nas horas mais quentes do dia e à noite passa um longo período de repouso, em fios, cercas, vegetações, entre outros. Esta praga não é ofensiva ao homem, entretanto mesmo não picando o homem, estas moscas podem carregar e espalhar um grande número organismos que causam doenças nocivas aos humanos.

A Quinta Praga do Egito. A Peste dos Animais

(Ex-9, 1-7).
As pragas anteriores foram repulsivas e dolorosas, mas essa foi a primeira que causou perdas materiais. Animais valiosos usados para alimentação, transporte e produção, assim como animais considerados sagrados (pelos egípcios), morreram com a peste. Javé como sempre, continua ao lado do Seu povo, e o Faraó se vê em papos de aranha; sendo obrigado a reconhecer o fato.

Sexta Praga. As Ulceras

                                       


(Ex-9, 8-12)
Nesse momento os egípcios, inclusive os magos, experimentaram pela primeira vez o poder do Senhor sobre a saúde física, tanto dos homens quanto dos animais. 
Essa praga atinge diretamente os magos, que sustentam e defende o poder político do Faraó. 
Todo o aparelho ideológico do Faraó está em frangalhos; ele não consegue neutralizar a ação de Moisés e não tem como se sustentar.

DETALHE:
A imagem mostra um Faraó com úlcera, fazendo referência às pragas.


A Sétima Praga. A Chuva de Granizo

 (EX-9, 13-35).
O Senhor avisou aos egípcios que protegessem servos e animais. Deus não devia nada ao Faraó e poderia tê-lo destruído se assim O desejasse. 
Essa praga atinge em parte a produção de alimentos e principalmente o setor têxtil e vestiário (linho) e, além disso, provoca divisão na classe dirigente (v.s, 20-21); alguns ministros procuram obedecer a palavra de Javé, não para se unirem ao projeto Dele, mas porque veem seus próprios interesses ameaçados e não encontram outra saída. 
Certamente, nenhum dos muitos deuses egípcios não pode fazer nada em prol dos egípcios.

A Oitava Praga do Egito. Os Gafanhotos

(Ex-10-1-20)
NÃO CEDER EM NADA.
O alimento que o Egito precisava foi consumido por essa praga. Os gafanhotos comeram tudo que havia crescido ou se recuperado desde a chuva de pedras. 
Acelera as negociações; agora, até os ministros pressionam o Faraó, e Moisés não sede um passo sequer.

O FARAÓ SE LASCOU...
A proposta do Faraó (v.s, 10, 11) é de manter as crianças como reféns, para garantir o retorno dos homens.

A Nona Praga do Egito. As Trevas.

(Ex-10, 21-29)
Assim como a terceira e a sexta, a nona veio sem aviso. Agora, “a suprema divindade egípcia o deus sol Rá”, mostrou-se insuficiente para ajudar os egípcios em meio a uma escuridão palpável que durou três dias. Essa praga leva o Faraó a ceder mais um pouco; Moisés, porém, continua sem fazer concessões; as negociações são interrompidas e Moisés é ameaçado de morte.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

A Décima Praga do Egito. A morte dos Primogenitos

(Ex-12, 29-36)

A UM PASSO DA VITÓRIA 
O anuncio da décima praga marca o ponto mais alto do confronto entre Javé e o Faraó: atingindo o ponto nevrálgico o herdeiro, a dinastia fica ameaçada e com ela todo o sistema político egípcio. Além disso, os hebreus ganham a simpatia do povo (Ex-3, 21-22) inclusive de uma parte dos ministros. Assim sendo, o Faraó está a ponto de perder completamente o domínio da situação. A morte dos primogênitos desestrutura o poder do Faraó (ruptura da dinastia) e abala a estrutura da família egípcia. Agora o Faraó é quem toma a iniciativa de chamar Moisés e Aarão para conceder tudo o que fora reivindicado. É como dizia os antigos pensadores— “Quem não chegar (a Deus) por amor, chegará pela dor”. 

FARAÓ LIBERA O POVO
“Tendo Faraó deixado ir o povo, Deus não o levou pelo caminho dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito (Ex-13, 17-22). Porém Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do mar Vermelho; e arregimentados, subiram os filhos de Israel do Egito (v.18)”. 
Obs.—Uma vez realizado o processo de libertação, muitos aproveitam as vantagens superficiais e aderem ao grupo que liderou o movimento. O que também era de se esperar que esses voluntários (v.38), mais tarde, iriam criar problemas para Moisés—dito e feito (Nm-11, 4). 

PEDAGOGIA NO DESERTO
Para os hebreus, a saída do Egito foi uma lenta e penosa caminhada em busca de uma terra, haja vista que toda mudança exige nova e profunda Educação. Assim sendo, o deserto foi o tempo da grande disciplina e pedagogia para o povo de Deus; foi o lugar certo para o povo aprender a amadurecer a vida em liberdade. O Senhor levou os israelitas a lugares (ermo) onde as suas necessidades os ensinariam a confiar Nele. Essa tarefa educativa só terminou quando o povo chegou à terra prometida.

CONFLITOS NA LIDERANÇA
Veja-se, que Moisés também enfrentou oposições e conflitos junto aos seus liderados. Moisés foi confrontado, caluniado, malvisto, enciumado, e desacreditado. Tudo isso dentro da sua própria família. Aliás, é quase que comum a rebelião atingir os de casa—não é verdade? (Mt-10, 36). A verdadeira questão da contenda entre Moisés e seus irmãos não foi à ancestralidade da amante de Moisés, mas a cobiça por sua autoridade—veja (Nm-12, 1).

Um Breve Elogio à Pessoa de Moisés;


APÊNDICE                                 

O NASCIMENTO DE MOISÉS
Moisés nasceu no Egito (Ex-2, 1-3) num tempo em que esse Império era governado pela Dinastia dos Faraós. Moisés era filho de Anrão e Joquebede ambos, pertencentes à ancestralidade da tribo de Levi conforme (Ex-2, 1).
Tão logo que Moisés nasceu, e por temer o decreto do rei, ele foi ocultado três meses; e depois depositado dentro de um cesto impermeável e levado para uma das margens do rio Nilo de onde fora apanhado e desejado pela filha do Faraó porque ela viu que ele era um menino formoso Hb-11, 23). Mais tarde ela o adotou e lhe deu o nome Moisés, dizendo: “eu o salvei das águas” (Ex-2, 6-10).

BELEZA HUMANA, CONFORTO MAIOR QUE ESTE NÃO EXISTE
Não custa crer que a beleza física do menino Moisés, ajudou à salvá-lo da morte. Veja-se, que a vida está presente até dentro da casa do opressor. A compaixão da filha do Faraó aliada à coragem da mãe hebreia preserva a vida daquele que mais tarde se tornou o líder de libertação do povo hebreu que clamava por domínio próprio nacional.
Deus viu a condição do povo hebreu escravisado no Egito, e ouviu o seu clamor. Veja-se, que essa invocação não precisa ser uma oração articulada; para invocar a Deus basta o simples desejo de liberdade e vida que se manifesta como insatisfação dentro de uma situação de escravidão e morte.

A  EDUCAÇÃO DE MOISÉS
Deus é a fonte da vida! Vida que, aliás, (atravéz do adolescente Moisés), está presente até dentro da casa do opressor: Os anos em que Moisés viveu na corte do Faraó não são detalhados nas Escrituras. Mas Estevão, no Novo Testamento, apresentou uma fascinante e apurada tradição: Moisés foi instruído em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em suas palavras e obras (At. 7.22). 
A educação que Moisés recebeu tinha a melhor qulidade de conhecomento que existia naqueles tempos. Ele provavelmente aprendeu três línguas: egípcia, acádia e hebraica. Assim, quando Moisés, posteriormente, foi até o Faraó pedir liberdade para os israelitas (Gn 7; 14), ele não era uma pessoa estranha para a família real.

TEOFANIA.  A SARÇA ARDENTE
MOISÉS FAZ A ESPERIÊNCIA DE DEUS
A experiênçia de Deus é sempre um mistério que está além da compreenssão humana. Esse mistério apresentado aqui como fogo que arde sem consumir. Esse Deus misterioso é o aliado do povo oprimido, o povo de Abrãao, Isaque e Jacó. Moisés terá como missão, encarar o opressor egípcio,  e se colocar á disposição do Deus que se coloca do lado dos oprimidos. 
A biografia e trajetória deste valoroso homem de Deus ocupam os Livros de: Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio—a sétima parte da Bíblia. O Livro de Êxodo, por exemplo, começa narrando como os hebreus (sob a chefia de Moises) saíram do Egito onde eram escravos. 
Que os textos Sagrados o digam: qual outro homem da Bíblia cujas obras foram acompanhadas de tantas maravilhas e sinais, que (por mando de Javé), foram operados através das mãos atarefadas de Moisés tanto no Egito diante do Faraó quanto no deserto diante do povo hebreu?

O MISTÉRIO DA MORTE DE MOISÉS
Moisés passou 40 anos no Egito (Atos-7, 30). Passou outros 40 anos na frente de Israel no deserto, vindo a morrer aos 120 anos de idade (Dt-34, 7). 
Até hoje ninguém sabe como Moisés faleceu, tudo indica que foi o próprio Deus quem o sepultou. Tanto é que sua morte e sepultamento não se deram em público, mas em particular (a céu aberto) na comunhão entre dois “amigos chegados”. Aleluia! 
O mistério que cerca a morte de Moisés parece ter finalidade bem clara; o povo não deve mitizar ou adorar a figura de seus líderes, mas assumir o processo de sua própria história. 
A Bíblia fala de Moisés e o tem como um profeta semelhante a Cristo (Atos-3, 22). O povo estimava-o, ao lado de Cristo na fidelidade na casa de Deus (Hb-3, 2). Eu pergunto: há na Bíblia alguém que tenha sido mais honrado que Moisés? A resposta é só sua!




Moisés e a Travesia do Mar Vermelho;

APÊNDICE
REPERCUSSÃO
Os inúmeros feitos que foram realizados por Moisés, teve começo com as 10 pragas que assolaram o  Egito e culminou com a travessia do Mar Vermelho. No entanto, o lider Moisés sabia que ele não estava só diante do povo hebreu. De fato, esse proeminente homem de Deus, contava com a prestatividade da pessoa de Arão seu conservo e irmão na execussão de tarefas especiais que eles dois prestavam a Javé. Moisés não era de querer aparecer; mas, comparecer onde houvese uma oportunidade para servir. Porém, o legitimo é que muitos sinais prodigios foram realizados pelas mãos de Moisés e Arão no antigo Egito. 

ILUSTRAÇÃO: A TRAVESSIA DO MAR VERMELHO
Um professor ateu estava tentando destruir a fé que os seus alunos tinham na Bíblia. Dava ênfase a que Moisés e os filhos de Israel não atravessaram o mar Vermelho a seco, acrescentando que eles passaram com uma profundidade de 15 centímetros de água; foi quando um dos seus alunos para quem a história bíblica era familiar arrematou com um bem alto—Amém! 
O professor perguntou: “Porque disseste amém? Isso não foi milagre”. O estudante respondeu que o milagre não estava em que Moisés e o povo tivessem passado com água a 15 centímetros de profundidade, mas, sim no fato de Deus afundar o exército do Faraó numa água tão rasa. 

MAIS DO QUE INÉDITO. 
Porventura, existe alguma máquina (possante) capaz de abrir uma estrada espaçosa, no ventre do mar para uma multidão atravessá-lo? Não. Não! Pois é, a fé de Moisés na Palavra de Deus abriu o caminho entre as ondas, onde os hebreus atravessaram o mar vermelho—a pé enxuto. Este foi um fato “inédito, porém real”. A fé é a única arma capaz de estagnar o mundo.



Raabe. "A Meretriz de Deus"


APÊNDICE
RAABE. “A MERETRIZ DE DEUS” (Js-6, 17-25).
Há 620 anos a.C, uma mulher estalageira por nome Raabe, entra para a história do povo de Israel rumo à terra prometida. Raabe residia em uma casa onde uma das paredes estucada servia de muro para a cidade de Jericó.
A conquista de sua cidade natal começa com a estratégia da espionagem. Raabe se torna o primeiro contato dos espiões que foram, enviados por Josué, os quais foram hospedados em sua casa.
Como recompensam a vida de Raabe foi poupada, na conquista da cidade de Jericó.
Obs. Lembrando que a era Moisés já havia passado.
Canaã era um conjunto de cidades estado, onde a exploração econômica reduzia as pessoas a um trabalho forçado ou à marginalização. Raabe é uma delas forçada a viver uma vida de prostituição.
De Raabe, descendeu Davi e Jesus (Mt-1, 5). Ela é mencionada, como sendo um exemplo de salvação. O nome desta heroina está registrado na galeria dos heróis da fé (Hb-11, 31), fé inteligente que produz boas obras (Tg- 2, 24-25).

MORAL DA HISTÓRIA:
Deus é livre para escolher os seus instrumentos, e não se restringe a escolher aqueles que os homens julgam moralmente perfeitos.

Moisés e Arão;

APÊNDICE

     
O QUE A BÍBLIA NÃO DIZ
É muito comum acreditar-se, e até muitos pregam, que Moisés lançou a vara DELE diante de Faraó e ela se transformou em serpente. Isto, porém, jamais aconteceu! A vara que se transformou em serpente foi a de Arão e não a de Moisés. Foi Arão quem lançou a vara diante de Faraó, por ordem de Deus, através de Moisés.
O mais incrível, porém verdadeiro, é que foi Arão também quem tocou com a vara nas águas, as quais se transformaram em sangue. Confira com o texto da Bíblia:
“E o Senhor falou a Moisés e a Arão, dizendo: Quando Faraó vos falar, dizendo: Fazei por vós algum milagre, dirás a Arão: Toma a TUA vara, e lança-a diante de Faraó, e se tornará em serpente. E Faraó também chamou os sábios e encantadores e os magos do Egito fizeram também o mesmo com os seus encantamentos. Porque cada um lançou sua vara e tornaram-se em serpentes. mas A VARA DE ARÃO tragou as varas deles.
Disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão:
Toma tu a vara, e estende a tua mão sobre as águas do Egito, sobre as suas correntes, sobre os seus rios, sobre os seus tanques e sobre todo o ajuntamento das suas águas, para que se tornem em sangue. e haja sangue em toda a terra do Egito, assim nos vasos de madeira como nos de pedra.
E Moisés e Arão fizeram assim como o Senhor tinha mandado. e levantou a vara, e feriu as águas que estavam no rio, diante dos olhos de Faraó, e diante dos olhos de seus servos e todas as águas do rio se tornaram em sangue.” (Êxodo 8-12,19,20).
Além disso, foi Arão quem, por ordem de Deus, fez vir rãs sobre o Egito e feriu o pó da terra, transformando-o em piolhos.
Moisés esteve presente quando tudo isto aconteceu. Porém, foi pelas mãos de Arão, seu irmão, e com a vara de Arão e não pelas mãos de Moisés e com a vara de Moisés que tais coisas aconteceram. Veja também este texto:
“E disse mais o Senhor a Moisés: Dize a Arão: Estende a tua vara e fere o pó da terra, para que se torne em piolhos por toda a terra do Egito. E fizeram assim: porque Arão estendeu a sua mão com a sua vara e feriu o pó da terra, e havia muitos piolhos nos homens e no gado. todo o pó da terra se tornou em piolhos em toda a terra do Egito. (Êxodo 8:16,17).
Houve uma praga, a das úlceras, sobre os homens e os animais, que foi gerada por cinza do forno, que Moisés e Arão tomaram seus punhos cheios e MOISÉS a lançou para cima. (Êxodo 9:8-10).
As pragas que foram concitadas por Moisés, foram: a das úlceras, conforme vimos acima, a da saraiva (Êxodo 9:23), a dos gafanhotos (Êxodo 10: 13). e a das trevas (Êxodo 10:22). Portanto quatro pragas. Arão, por sua vez, concitou três pragas. Isto soma sete pragas. E as outras três?
As outras três foram realizadas diretamente por Deus, sem qualquer um dos dois varões – Moisés ou Arão – levantarem a mão ou utilizarem a vara. Estas foram: a praga das moscas, a da peste nos animais e a da morte dos primogênitos.

Considerações Finais do BLOG: AS 10 PRAGAS DO EGITO

APÊNDICE

    MOISÉS                                     

Eu José Pimenta dos Reis (blogueiro), termino aqui a edição desta obra intitulada de: BLOG; AS DEZ PRAGAS DO EGITO, e ao fazer minhas considerações finais, sobre este apaixonante drama vivido por conta do povo hebreu no Egito, gostaria de fazer um breve elogio à pessoa de Moisés.

REVENDO A HISTÓRIA
Durante os primeiros 2.500 da história, não houve revelação escrita por Deus. Aqueles que aprendiam a respeito de deus, transmitia seu conhecimento a outros, e este era repassado de pai para filho, através das gerações. A Palavra escrita começou a ser produzida nos tempos de Moisés que não só era literato como também era entusiasta por livros. 

BIOGRAFIA DE MOISÉS.
A biografia e trajetória deste valoroso homem de Deus ocupam os Livros de: Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio—a sétima parte da Bíblia. O Livro de Êxodo, por exemplo, começa narrando como os hebreus (sob a chefia de Moises) saíram do Egito onde eram escravos.

ESBANJANDO CURRICULOS.
De índole e alma inteligente, Moisés fora educado em toda a ciência dos egípcios, foi assim que se deu à sua formação pedagógica. (Atos-7, 22). Moisés foi libertador, estadista, escritor, pastor de ovelhas, cantor, profeta, historiador, poeta, artesão, religionário, moralista e legislador hebreu. Deus o usou para formar, de uma raça de escravos egípcios, e sobre as maiores dificuldades uma nação agressiva e poderosa que completamente alterou o curso da história. Portanto, Moisés merece a fama de ter sido o maior vulto do Antigo Testamento.
Diz a Bíblia: “E em Israel nunca mais surgiu um profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecia face a face”. Esta frase está no último capítulo do livro do Deuteronômio, logo após a narrativa da morte do herói.
O contexto bíblico relata que ao longo da vida de Moisés que foi de 120 anos, ele foi considerado como o varão mais manso que havia entre os homens (Nm-12, 3). Este episódio nos leva a visualizar a pessoa bendita de Jesus que fez por afirmar à Sua própria mansidão (Mt-11, 29).
Finalmente o projeto de libertação do povo hebreu saia do papel; e finalmente Moisés foi designado por Javé à conduzir o povo de Israel rumo à terra Prometida. O acontecimento se deu por volta de 1250 a.C.

AGRADECIMENTOS
Tem horas em que nem a gente mesmo acredita no fator possibilidade. Em apenas um ano de trabalho árduo como blogueiro, digo que fui um privilégiado em poder passar adiante através dessa arte virtual a diversão, o sorriso, a alegria e até mesmo a curiosidade aos olhos das pessoas.
Na realidade estou muito emocionado, pois vejo que os meus leitores cada vez mais participam, de  minha coleção de blogs. Tenho atravás dos comentários terceirizados recebido: elogios, sujestões e até mesmo criticas, não importa. O que realmente importa é levar a sério e aprimorar à públicação, a  galeria de imagens; tudo isso  numa loucura sadia, onde tudo é feito em nome da arte virtual. Como viveriamos sem ela?
Não existem palavras nesse mundo que possam demonstrar o quanto e como amo cada um de vocês. 
Obrigado pelo que vocês me proporcionam pessoal.
                                                                                                   José Pimenta dos Reis.