(Ex-12, 29-36)
A UM PASSO DA VITÓRIA
O anuncio da décima praga marca o ponto mais alto do confronto entre Javé e o Faraó: atingindo o ponto nevrálgico o herdeiro, a dinastia fica ameaçada e com ela todo o sistema político egípcio. Além disso, os hebreus ganham a simpatia do povo (Ex-3, 21-22) inclusive de uma parte dos ministros. Assim sendo, o Faraó está a ponto de perder completamente o domínio da situação. A morte dos primogênitos desestrutura o poder do Faraó (ruptura da dinastia) e abala a estrutura da família egípcia. Agora o Faraó é quem toma a iniciativa de chamar Moisés e Aarão para conceder tudo o que fora reivindicado. É como dizia os antigos pensadores— “Quem não chegar (a Deus) por amor, chegará pela dor”.
FARAÓ LIBERA O POVO
“Tendo Faraó deixado ir o povo, Deus não o levou pelo caminho dos filisteus, posto que mais perto, pois disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e torne ao Egito (Ex-13, 17-22). Porém Deus fez o povo rodear pelo caminho do deserto perto do mar Vermelho; e arregimentados, subiram os filhos de Israel do Egito (v.18)”.
Obs.—Uma vez realizado o processo de libertação, muitos aproveitam as vantagens superficiais e aderem ao grupo que liderou o movimento. O que também era de se esperar que esses voluntários (v.38), mais tarde, iriam criar problemas para Moisés—dito e feito (Nm-11, 4).
PEDAGOGIA NO DESERTO
Para os hebreus, a saída do Egito foi uma lenta e penosa caminhada em busca de uma terra, haja vista que toda mudança exige nova e profunda Educação. Assim sendo, o deserto foi o tempo da grande disciplina e pedagogia para o povo de Deus; foi o lugar certo para o povo aprender a amadurecer a vida em liberdade. O Senhor levou os israelitas a lugares (ermo) onde as suas necessidades os ensinariam a confiar Nele. Essa tarefa educativa só terminou quando o povo chegou à terra prometida.
CONFLITOS NA LIDERANÇA
Veja-se, que Moisés também enfrentou oposições e conflitos junto aos seus liderados. Moisés foi confrontado, caluniado, malvisto, enciumado, e desacreditado. Tudo isso dentro da sua própria família. Aliás, é quase que comum a rebelião atingir os de casa—não é verdade? (Mt-10, 36). A verdadeira questão da contenda entre Moisés e seus irmãos não foi à ancestralidade da amante de Moisés, mas a cobiça por sua autoridade—veja (Nm-12, 1).

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